Cinco coisas que eu aprendi estudando Tolkien

Eu cansei de ter de explicar de novo, de novo e de novo, por que eu “gasto tempo” com algo “inútil” como estudar élfico. Eu tenho um blog e só preciso explicar uma vez, por escrito. Abaixo, as cinco coisas que aprendi com Tolkien e que mostram que eu não gastei meu tempo em vão:

Descubra cedo o que você ama fazer

Tolkien não foi o único a descobrir do que gostava na tenra infância. Warren Buffett descobriu o mundo dos investimentos aos sete anos de idade, sendo em 2010 o 3º homem mais rico do mundo (e por várias vezes o 1º ou o 2º). Tolkien tinha seis anos quando tentou escrever uma história sobre “um verde dragão grande” e, quando corrigido pela sua mãe, ficou intrigado em por que a ordem correta seria “um grande dragão verde”. Eu descobri o que eu gostava tarde na vida, mas foi por causa de Tolkien. Quando eu tiver os meus filhos, quero poder expô-los a situações em que possam descobrir o que gostam de fazer.

Tenha Fé

Perdendo o pai muito cedo e a mãe aos 12 anos de idade Tolkien tinha tudo para dar errado, mas a fibra moral dele vinda de sua fé era mais forte. Eu não compartilho da religião de Tolkien, e eu entendo que muitos de vocês que me visitam podem ser ateus, mas a mensagem é a mesma: tenha perseverança e siga em frente.

Apaixone os outros com a sua paixão

Humphrey Carpenter diz isto sobre os alunos de Tolkien em Oxford (CARPENTER, H. J.R.R. Tolkien: a Biography, p. 160):

“Os alunos na audiência conhecem ele bem e são seguidores fiéis de suas aulas, não apenas porque ele dá uma interpretação iluminadora dos textos, mas também porque eles gostam dele: eles gostam de suas piadas, são acostumados à sua forma rápida de falar e acham ele perfeitamente humano, certamente mais humano que alguns de seus colegas, que dão suas aulas com uma total indiferença à sua audiência.”

Em Leeds, Tolkien criou o “Clube Viking”, para leitura de obras em islandês. Em Oxford ele criou os Coalbiters com o intuito de “persuadir seus amigos que a literatura islandesa vale a pena ser lida na língua original” (idem, p.164). Mais tarde Tolkien e C.S. Lewis criaram o famoso clube Inklings, para discutir as obras que cada membro estava produzindo. Por todos os lugares onde passava, Tolkien tentava fazer com que as pessoas se apaixonassem pelo que ele era apaixonado. E de vez em quando ele conseguia.

Carpe diem

Tolkien viajou pouco (fisicamente, ao menos), mas aproveitou todas as suas viagens ao máximo. Qualquer passeio era uma jornada para ele. Bastou uma visita à Suíça para que ele criasse Valfenda. Eu percebi que durante muito tempo eu ligava o piloto automático na minha vida e deixava-a passar sem perceber o quanto eu perdia de conhecer.

A vida não é para sempre

Esta é a única lição negativa que eu tive de Tolkien: ele procrastinava demais e era muito indeciso. A obra que ele mais amava nunca foi publicada por causa disso. Ele poderia ter se aposentado mais cedo, poderia ter uma vida mais tranquila mais cedo, não fosse ele alguém tão dispersivo. O nosso tempo neste mundo não é como o dos Eldar, precisamos ser mais objetivos.

2 comentários sobre “Cinco coisas que eu aprendi estudando Tolkien

  1. Adorei essa parte das 5 lições que Tolkien ensinou… Eu também acrescentaria o quanto uma amizade pode ser forte, bem… Pensando melhor, há trilhões de lições que podemos tirar da obra, mas quanto a última, eu fiquei pensando: Tolkien demorou para finalizar SdA porque procrastinava? Para mim, ele demorou porque era perfeccionista demais e ficava relendo tudo, consertando cada miníma letrinha, isso sem falar na complexidade de Arda que équantidade de personagens, línguas, povos, lugares… Tem certeza disso? Para mim, era trabalho demais…

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