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[OFF] Problemas com o Mundo das Trevas

Lobisomem: O Apocalipse
Lobisomem: O Apocalipse

Algumas vezes, as coisas não funcionam da maneira que você espera. A White Wolf que o diga.

Estou jogando há um ano e três meses uma partida de Lobisomem: A Idade das Trevas (2ª edição) e pensei que seria interessante apontar alguns problemas que encontrei durante o jogo, com o intuito de que ninguém tenha de passar pelos mesmos apertos que eu passei. Também, na medida do possível, sugiro algumas soluções.

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[OFF] Clérigo de nível 5 > Jesus Cristo

Um clérigo de nível 5 no D&D 3.5 pode lançar uma das seguintes magias por dia:

  • Caminhar na Água
  • Curar Ferimentos Graves
  • Remover Cegueira/Surdez
  • Remover Doenças

E você acha que ressuscitar ao terceiro dia é difícil? No nível 9, um Clérigo pode reviver pessoas mortas a nove dias, no mínimo. Duas vezes por dia!

No mundo d’O Senhor dosAnéis existem apenas duas pessoas com poder de cura atestado, em toda a Terra-média: Aragorn e Elrond; e Aragorn não era lá essas coisas também. Certamente nenhum deles conseguia curar leprosos!

Eu gosto de D&D. Juro. Mas a banalização da magia me incomoda, especialmente as referentes à cura. Embora magias de cura não possam curar dano de contusão causado por inanição (because of reasons), elas podem lhe trazer de volta à vida com um custo módico de 5.000 peças de ouro em diamantes.

Sim. Diamantes.

Por que isso foi colocado no no livro de regras? Provavelmente porque a magia é tão absurdamente poderosa que a Wizards teve de inventar uma restrição monetária, em materiais necessários para o ritual. Ritual este, aliás, que leva 1 minuto para ser realizado.

Sim. 1 minuto.

 

Existe um motivo pelo qual elfos gostam de floresta: ela é vital. Dentro de uma floresta podemos encontrar comida, seja em forma de animais ou plantas; podemos encontrar abrigo, no topo de árvores ou em troncos ocos; podemos encontrar venenos que nos permitem combater de forma mais eficiente; podemos utilizar a madeira para construir armas; e podemos encontrar a cura para diversas doenças, em forma de ervas, folhas e cascas de árvores, que podem ser utilizadas em chás e bálsamos.

Contudo, pode-se obter muito mais comida através de pastos e plantios; cidades dão abrigo melhor e mais seguro do que a floresta; o veneno não é realmente necessário; não são todas as árvores que são boas para fazer armas, e as que são boas terão de ser derrubadas para fazê-las; e, no D&D, a magia de cura suplanta a necessidade da herbologia. Então, para quê ter florestas? Façamos uma série de arcos longos compostos obras-primas de uma vez, de todo teixo existente na face do planeta!

Falece E. Gary Gygax

Aos 69 morre E. Gary Gygax, que com Dave Arneson criou o RPG Dungeons & Dragons, em 1977 (mesmo ano do lançamento d’O Silmarillion).

Sendo eu mesmo um jogador de D&D, embora ruim, devo muito a ele. Foi jogando AD&D que comecei no RPG, e a maior parte dos meus jogos aconteceram no D&D 3.0. Quase todas as minhas amizades em Porto Alegre, hoje, obtive por causa do RPG.

Muito obrigado por tudo. E citando o Fabiano Neme, tomara que ele tenha sucesso na próxima rolagem de atributos.

E só para constar, o Wil Wheaton (Wesley Crusher do Jornada: Nova Geração) postou em homenagem a Gygax em seu blog a sua primeira experiência com RPG em seu blog. O post tem o título de “across the sea, a pale moon rises“, verso de Into the West, tema do filme O Retorno do Rei.