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Resumo do Curso de Quenya: Introdução

Enquanto aguardo mais manifestações sobre o novo tema do blog, podemos tocar para frente mais conteúdo. Farei uma série de resumos sobre cada uma das lições do Curso de Quenya, pois nem tudo que está escrito precisa ser lido da primeira vez. Contudo, antes de chegarmos às lições propriamente ditas, precisamos conhecer algumas informações importantes escritas na introdução.

  • Na página 28 você fica sabendo de onde o autor do curso, Helge Fauskanger, tirou tantas informações. Não é necessário você ler toda essa seção da introdução, mas é bom saber onde você pode encontrar a explicação de siglas como WJ, LR, Etim, etc. (p. 32) enquanto lê as lições.
  • Da página 35 a 40 você descobre o que Bill Welden disse na mensagem 33740 da lista Elfling: Tolkien não tinha uma gramática de Quenya. Ou seja, tudo que você aprender durante o curso serve apenas para que você esteja familiarizado com os padrões mais comuns encontrados no Quenya de (quase) todas as épocas.

Na página 40 é que começamos a aprender alguma coisa que seja de utilidade básica durante todo o livro, ou seja, as convenções ortograficas. Isto é muito importante, pois Tolkien nunca se preocupou realmente em normalizar a maneira que o Quenya era escrito em seu material não-publicado, cuidando desta questão apenas quando revisou O Senhor dos Anéis. Aqui estão as convenções utilizadas:

  • Só um tipo de acento é utilizado durante todo o curso, o acento agudo, como em “á, é, í, ó, ú“. Tolkien preferiu utilizar somente esse tipo de acento n’O Senhor dos Anéis, embora tenha usado anteriormente e posteriormente o acento circunflexo e o mácron para vogais longas.
  • Usa-se o C para todo K (como kaluva > caluva).
  • Usa-se o QU para todo Q (qesse > quesse).
  • Usa-se o X para todo KS (tuksa > tuxa).
  • Usa-se o N para todo Ñ (Ñoldor > Noldor).
  • Usa-se o S no lugar de Þ (þinde > sinde).
  • O trema não serve para nada, ele nunca muda o som da vogal e não é obrigatório seu uso em qualquer momento, embora algumas pessoas gostem de usá-lo. Página 44 a 47 se quiser aprender como usá-lo igual a n’O Senhor dos Anéis.

Embora a informação acima seja útil quando você começa a estudar o desenvolvimento fonológico do Quenya, utilize as informações acima somente como um guia de como os exemplos de Quenya n’O Silmarillion, nos Contos Inacabados e outros livros que contém exemplos não-publicados de Quenya deveriam parecer se fossem revisados para obedecer às convenções ortográficas d’O Senhor dos Anéis. Deixe a fonética para a Lição 1 do Curso de Quenya.