Arquivo mensais:dezembro 2007

Resumo do Curso de Quenya: Lição 17

Pronomes Demonstrativos

  • Sina “este”
  • Tana “aquele”
  • Enta “aquele (lá)”, aplicado ao futuro
  • Yana “aquele (anterior)”, aplicado ao passado

Os plurais são formados trocando o final –a por –ë. A posição antes ou depois do substantivo não parece importar, pois ambos são atestados.

Declinando a “Última Palavra Declinável”

Um exemplo simples para explicar: você tem o nome Elendil Voronda “Elendil, o Fiel”. Contudo, a frase que você quer escrever é “de Elendil, o Fiel”, ou seja, você quer usar o caso genitivo (-o) junto com Elendil Voronda.

As regras normais para desinências casuais dizem que elas devem ser utilizadas no substantivo (no caso, Elendil). Mas o adjetivo “fiel” (Voronda) é utilizado como um título, que pertence ao nome. Sendo Voronda a última palavra declinável (ou seja, capaz de receber a desinência), ela o recebe e vira Vorondo. Lembre-se de que se a primeira palavra deve estar no plural, ela deve receber a desinência do plural ainda que não seja a última! Em “a última palavra declinável”, “declinar” refere-se aos casos!

Foi pedido pelo Istimo nos comentários que eu desse um exemplo do uso do plural nessas “últimas palavras declináveis”. Um exemplo pode ser encontrado no poema Markirya: axor ilcalannar “sobre ossos brilhantes”. As páginas 296–7 do curso exemplificam bem as possibilidades.

Outras situações similares podem acontecer com Manwë Súlimo, Varda Elentári, Túrin Turambar (mesmo que Túrin não seja Quenya, o seu epitáfio usa este nome), etc.

Substantivos Radicais U

Eram substantivos que terminavam em -u, mas como no Quenya as palavras não podem terminar assim, mudaram para –o. Sendo assim, o radical é escrito com –u-, o plural é feito com –i ao invés de **-r, e todas as desinências casuais precisam levar isto em consideração. Um exemplo importante é ranco (rancu-), cujo plural é ranqui (< rancwi).

Números Ordinais

Via de regra, todos os ordinais são feitos a partir do número cardinal, apenas adicionando –ëa no final. Canta “quatro” vira cantëa “quarto(a)”, por exemplo.

As únicas exceções são: minya “primeiro(a)”, tatya “segundo(a)”, nelya “terceiro(a)”. Mesmo assim, esses numerais podem ser formados da outra forma.

Um Feliz Ano Novo para todos!

Aniversário de 1 ano do Tolkien e o Élfico

Eu gostaria de agradecer de maneira singela a todos que visitaram mais de 12.000 vezes este site durante o seu primeiro ano de existência. Criei o Tolkien e o Élfico na esperança de poder ajudar vocês todos, fãs das línguas tolkienianas, da melhor maneira que eu poderia inventar com minha própria cabeça. Espero que eu tenha neste ano cumprido o papel para o qual me propus.

Neste ano que está abrindo eu pretendo registrar um domínio para o site, trazer mais conteúdo (o Curso de Sindarin sai em 2008 = Resumo do Curso de Sindarin) e organizar melhor o conteúdo que já está aqui. Neste ano, meu único projeto tolkieniano é desenvolver e melhorar este site, e é minha vontade fazer isto muito bem.

Valin nostarë, Arcastar ar Eldarin!
(Feliz aniversário, Tolkien e o Élfico!)

Presentes de Natal da Ardalambion

Ho-ho-ho! (Com H de high, claro!)

O norueguês Helge Fauskanger, da Ardalambion, trouxe dois presentes de Natal para os seus visitantes neste ano:

  1. A revisão da tradução do Apocalipse de São João, com novas palavras trazidas do VT49 e PE17. As revisões gramaticais mais notáveis foi a ordem substantivo–numeral, o plural dual nos verbos, pronomes duais, o plural partitivo, a substituição de neologismos por palavras atestadas, como o verbo sav- “acreditar”, entre outras modificações. Eu sugiro uma leitura do e-mail do Helge na lista Elfling para mais detalhes.
  2. Uma lista de palavras quenya-inglês (não inglês-quenya ainda) atualizada com todas as novas palavras que apareceram no VT49! Para encontrar as referências novas, procure por “VT49” com o Word. Alguns outros comentários inseridos pelo Helge são encontrados procurando por “%” (o sinal de percentual), que estão na maior parte invisíveis (o autor usou a fonte tamanho 1).

Uma canção de natal em Neo-Quenya

Eu sou um zero a esquerda com Natal e datas comemorativas em geral, mas por sorte nem todo mundo é assim. Para a sorte de todos, o finlandês Petri Tikka (que faz excelentes traduções em Neo-Quenya, ou “Vinquenya”, como ele chama) traduziu uma canção de Natal de sua terra, chamada Arkihuolesi kaikki heitä. O resultado foi Á ilaurië nairi hata, que eu reproduzo abaixo:

Á ilaurië nairi hata,
orta vínë ar intyalë!
Melda meren sín ata yála
rénelinnar antúrë ve.
Manen pollië sí ná ringa,
írë nísat Ringarëo
lauca vilya ar hwesta milya
sirta helci hón ninquëo?

Elen aistana né tintaina
lumbulenna ambaro,
élë fainanes mettalóra,
almarë ilya Atano;
írë hínion tier calta,
nén mirilya ar losta mar,
ara calima alda haira
umë oiala Valimar.

Em finlandês, a letra é esta:

Arkihuolesi kaikki heitä,
mieles nuorena nousta suo!
Armas joulu jo kutsuu meitä
taasen muistojen suurten luo.
Kylmä voisko nyt olla kellä,
talven säästä kun tuoksahtaa
lämmin leuto ja henkäys hellä,
rinnan jäitä mi liuottaa?

Syttyi siunattu joulutähti
yöhön maailman raskaaseen,
hohde määrätön siitä lähti,
viel´ on auvona ihmisten;
kun se loistavi lasten teille,
päilyy järvet ja kukkii haat,
kuusen kirkkahan luona heille
siintää onnelan kaukomaat.

Já em português, minha tradução própria (a partir da tradução de Tikka para o inglês) é esta:

Jogue fora suas preocupações do dia-a-dia,
deixe seu coração erguer-se enquanto você é jovem!
O amado Natal já está nos chamando
novamente para grandes memórias.
Quem poderia estar com frio agora
quando do tempo do inverno sopra com fragrância
um ar macio e morno, e uma brisa gentil
que dissolve o gelo no peito?

A abençoada estrela de Natal foi acesa
na noite pesada do mundo,
um brilho sem fim saiu dela,
ainda é a bênção dos Homens;
quando ela brilha nos caminhos das crianças,
lagos cintilam e pastos florescem,
do abeto resplandescente a elas
aproximam-se as terras longínquas do paraíso.

Como um extra, aqui vai um vídeo do grupo Rajaton cantando Arkihuolesi kaikki heitä (sugestão do próprio Tikka):

É Natal

Se vocês não lembrarem de qualquer coisa legal neste Natal para dizer, mais ou menos como eu no momento, lembrem-se que dia 25 de dezembro de 3018 da Terceira Era começou a jornada da Sociedade do Anel em direção à Montanha da Perdição.

Para alguns, como eu, é uma data para se comemorar: a partir daí o livro pára de dar tanta atenção aos hobbits (= fica bem melhor).

A pedida para amanhã é começar o livro a partir do capítulo O Anel Vai Para o Sul. Não adianta mentir: você também estava querendo que Frodo morresse junto com o Anel no fim do livro. *evil grin*

Valin Hristonostarë! 😉

Palestras no AnimeZ canceladas

Uma notícia meio triste: as palestras que eu iria fazer no AnimeZ foram canceladas. A organização do evento acabou tendo alguns problemas com relação à área de RPG que não poderiam ser sanadas a tempo, o que ocasionou o cancelamento.

Uma das palestras seria sobre as raças da Terra-média, enquanto a outra seria sobre possibilidades de aventuras de RPG no mundo de Tolkien. Devo admitir que para esta última eu comecei sem ter muita convicção de que haveria muito para falar, mas após dar uma boa olhada, percebi que teria de começar a escrever na faculdade para poder terminar tudo. Depois do que eu vi, fico impressionado que as pessoas continuem dizendo que não há o que fazer na Terceira Era.